3 de março de 2007

HIPERCOMUNIDADES











O surgimento da internet como meio de comunicação, nos trouxe muito mais oportunidades do que o imaginado na época do seu lançamento. O seu desenvolvimento tem marcado um assombroso rasgo na forma de vida das pessoas, nos métodos de trabalhos, no jeito de se comercializar e, principalmente, nas relações de sociabilidade e socialização. Nunca, na historia da humanidade, foi tão evidente e acelerado uma mudança de estilo de vida como as ultimas que temos acompanhado paulatinamente ao surgimento das novas tecnologias de comunicação.





Equipadas com técnicas hiperativas e hiperconectivas, tudo se torna possível dentro do universo virtual: ter um novo nome, nova casa, nova profissão, ou seja, uma nova vida. Quantas vezes ouvimos alguém nos dizer que gostaria que tudo fosse belo, colorido e sem defeitos? Que gostaria de viver num sonho bom para sempre? Embora tais coisas ainda não sejam possíveis fisicamente, virtualmente já é totalmente, graças às técnicas desenvolvidas de hiperconexão.

Talvez vocês possam estar se perguntando: o que isso tem a ver? Simples, basta lembrar-nos de que junto à idéia de hipertexto e hiperconexão residem às noções tanto sobre infinitas possibilidades de começos textual como de finais, dessa forma, os jogos virtuais os quais nada mais são do que um tipo de texto; narrado por meio de personagens visualmente ativos e controlados por um leitor que se encontra ativamente envolvido na narrativa, nos faz entender que, mesmo num aparente momento de entretenimento, estamos construindo uma realidade por meio das nossas decisões pessoais, como sugere Mônica:

A capacidade de elección é o que fai que o hipertexto sexa hipertexto, é a interacción do lector o que rompe coa linealidade para determinar que camiño tomar dentre tódolos sendeiros de información dispoñibles. Visto deste xeito, o hipertexto aseméllase á "vida real". Eu camiño no meu devir diario por unha senda que dá lugar a diferentes eleccións. Todos debemos resolver interrogantes. Todos temos que decidir cara onde tirar en cada momento e seguir adiante. Jorge Luis Borges dicía que “los hombres pasan su vida buscando la salida del laberinto, si logran salir sólo se dan cuenta de que están circunscritos en otro laberinto de mayor tamaño y así sucesivamente”(comentário deixado no blog. Gracías Mônica!)

Portanto, agora imaginem uma comunidade virtual onde as pessoas; espalhadas pelo mundo todo, são capazes de controlar seus personagens em tempo real, fazer compras, dirigir seus negócios virtuais e ainda flertar virtualmente com outros personagens. Isso é o Second Life.



Second life é um mundo virtual inteiramente construído e possuído por seus residentes. Desde sua abertura ao publico em 2003, ele vem crescendo e se desenvolvendo vertiginosamente com um total de 4,255,023 pessoas de todas as partes do globo.

Desenvolvido inicialmente para ser um jogo virtual, Second Life vem incrementando suas
relações interativas com o publico, criando sociabilidade por meio da compra de terrenos virtuais, abrindo lojas e vendendo produtos próprios. Nesse mundo virtual tudo foi metodicamente reconstruído: paisagens, estilo de vida, entretenimento e serviços. Todo o comercio em SL é feito por meio da compra do Linden Dollar; sua moeda de circulação.
Mais do que um jogo, o fenômeno Second Life funda o momento de transformação nas relações sociológicas. Desta forma, se repete como foi no inicio da Internet, quando havia apenas um “site” e todos tinham que se encontrar nele. A prospectiva que se tem é que muitos outros grupos e cidades vituais surjam; certamente o que será maravilhoso para a estimulação do comércio vitual ou v-business.



2 comentários:

Teresa disse...

El otro día escuchaba en una tertulia radiofónica que empiezan ya a existir problemas legales en torno a cuestiones devenidas en Second Life. El ejemplo concreto del que hablaban era que si tú dedicabas diariamente un número de horas diarias a que tu vida en Second Life evolucionase y hacías crecer tus posesiones dentro de ese mundo, y por cualquier motivo perías tus posesiones, tus terrenos, tu estatus...tendrías que poder ser indemnizado, por la empresa o por otros usuarios. En realidad, ¿qué diferencia hay en la inversión de esfuerzo con la vida real? Y si a ti en la vida real te indemnizan por perder algo que te ha costado conseguir, si la pérdida es culpa de otro, ¿por qué no mereces el mismo trato de perder algo en tu vida en Second Life? ¿Hay alguna diferencia entre el dinero que manejamos diariamente y el que podemos manejar en Second Life? ¿En el fondo no es todo una convención social?

Anônimo disse...

- Foucault fala de "un libro, atrapado en un sistema de referencias constantes a otros libros, una red intertextual de términos que se implican mutuamente"
- ¿Esto podería representar ou reflejar a idea de hipercomunidade?
- ¿por qué hiper e non só comunidade?
- ¿Que diferencia se pode establecer entre unh expresión e outra?
- ¿Sí en second life hai un compoñente máxico como é o "simulacro", a idea de comunidade tamén é unha pura simulación, entón que significa comunidade?
- ¿En que se diferencia a ficción hipertextual doutros tipos de ficción?
- ¿Cales son as implicacións de que no hipertexto, "o lector é un lecto-autor" (Landow)?
- ¿Cal é a reconfiguración radical do autor e o lector no hipertexto? ¿Prodúcese esa reconfiguración radical?
- No ámbito do hipertexto, ¿que se debe entender como "contido narrativo"?